Eduardovasconcelos’s Weblog

Outubro 4, 2009

Falando sobre Burocracia parte. 3 [o Óleo e a Ferrugem]

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 11:25 pm

Como ja foi mencionado, a burocracia quando usada de forma irresponsável, pode levar uma organização a ter um desperdício de tempo, e não apenas as organizações, mas também equipes de projetos e muitos outros setores. Mas o que significa utilizar a burocracia de forma inteligente? Não importa o ramo em que a pessoa esteja inserido, sempre existirá a necessidade de se manter organização, é a organização que permite a um indivídio manter controle completo sobre suas atividades. Quando uma pessoa passa a se organizar, ela imediatamente começa a perceber que certos processos podem ser realizados de forma mais simples e rápida.

Neste contexto, a burocracia passa a desepenhar o papel de “óleo”, que permite com que as “articulações metálicas” possam ser articuladas de forma mais fácil, demandando uma quantidade menor de energia para mover-las. Uma empresa por exemple, que atue em um determinado ramo do mercado, pode mover-se de forma mais rápida para outras oportunidades ou outros segmentos, quando os seus processos são bem documentados de forma simples e eficiente. Um homem bem organizado conseguem se adaptar mais rapidamente a novos ambientes de trabalho, e tem mais facilidade em agarrar novas oportunidades simplesmente por que possuem controle sobre suas vidas. Equipes de desenvolvimento conseguem adaptar a novos requisitos quando possuem seus processos documentados de forma clara e simples.

A organização é extremamente necessária, e a burocracia quando utilizada de forma inteligente, pode permite uma organização de forma clara e bem sucedida. Porém, quando fatores de ordem humana passam a desempenhar alguma influência sobre a organização, esta passa a se tornar complexa e insipta. Neste momento a organização passa a se tornar exagerada e a transformar-se em “ferrugem”, ferrugem esta que dificulta as “articulações metálicas”. Quando uma empresa depara-se com uma nova oportunidade, ela demora a movimentar-se para agarrar esta oportunidade, devido a quantidade de processos necessários e ao tempo demandado para realizar este processos devido a sua complexidade. Uma equipe de desenvolvimento pode não ser capaz de adaptar o projeto a novos requisitos, devido a quantidade de documento, e a dificuldade em entender estes documentos. Casos como estes podem levar a um fracasso, tanto no desenvolvimento, quanto na busca por novas oportunidades.

Embora em muitos casos a burocracia seja utilizada de forma exagerada, o fato de se usar a burocracia de forma inteligente em alguns setores, e em outros ser usada de forma exagerada, pode levar tanto as empresas quanto a pessoas em geral perderem grandes oportunidades. Isto se deve ao fato que em um sistema, todas as partes devem caminhar em sinegia, se uma determinada atividade corre bem em deteminada parte do sistema, e simplesmente é atrazada em outra, então o processo passa a ter atrasos que podem criar falhas no produto final. A idéia de sinergia nas partes de um sistema pode ser comparado ao corpo humano: O corpo humano só funciona perfeitamente quando tudo está em perfeito estado, se o dedo mindinho do pé esquerdo apresenta algum defeito, então o corpo já começa a apresentar falhas. Da mesma forma acontece com uma máquina, se existem partes que estão lubrificadas com óleo, e outras estão enferrujadas, a máquina simplesmente não funcionará bem. O óleo é feito para lubificar o todo, e não apenas algumas partes.

Desta forma, antes de fazer qualquer coisa, verifique se você está usando a burocracia de forma inteligente, avalie todo o processo em qualquer situação, quebre-o em partes, desmonte toda a cadeia de valor, e avalie todos os processos para saber se existe alguma parte em que a ferrugem toma conta. Uma vez que os processos são avaliados, torna-se bem mais fácil compreender qual o verdadeiro ganho em se usar a organização de forma inteligente, sem exageros, e livre de fatores atenuantes de ordem humana.

Outubro 1, 2009

Falando sobre Burocracia part 2 (Os clientes das empresas)

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 2:47 am

Quantas vezes você não foi a uma loja, com dinheiro para comprar a vista, e simplesmente teve que esperar algum tempo para efetuar a sua compra. Ou quantas vezes você não foi a uma loja e ouviu do vendedor que determinado produto só poderia ser vendido com a presença de fulano. Muitas vezes entramos em algum lugar para efetuarmos uma compra e a única coisa que desejamos de verdade é entrar, comprar o produto, pagar por ele, e ir embora. Por que será que as vezes fazer algo tão simples é tão complicado?

O que acontece muitas vezes é que por motivos de segurança, existe uma grande quantidade de processos envolvidos numa simples compra, existe a necessidade de se fazer algo para evitar fraudes. Então pode-se dizer que o real motivo para a existência de tanta burocracia no processo de compra e venda no mercado, iniciou-se com a existência de fraudes que levavam as pessoas a grandes prejuísos. Mas será que este é realmente o motivo? Mas se o motivo é a existência de fraudes, será que a tecnologia não poderia simplesmente ajudar a combater estas fraudes permitindo a diminuição dos enganos? ou simplesmente a quantidade de processos não deveria ser menor quando se trata de compras feitas a vista?

Quando alguém se insere no mercado como vendedor, a primeira coisa que ele deve ter em mente é que fraudos são muito propícias a existir, e quanto maior for a empresa, mais propícia será esta de ser fraudada. O aumento de processos e a burocratização no momento do compra e vende nunca irá impedir que um determinado fraudador cumpra seu objetivo, pode inibir, mas impedir é muito difícil.

Existem muitas técnicas na tecnologia da informação que podem auxiliar o empresário a detectar fraudes, na inteligência artificial por exemplo, existem soluções clássicas para este fim, e estas soluções a cada dia que passa, tornam-se mais eficazes e eficientes a este propósito. Técnicas como as famosas Redes Neurais que podem determinar se uma pessoa é boa pagadora ou não. Mas mesmo com tantas técnicas por que existem ainda tantos processos no seu relacionamento com o cliente?

Não adianta o aumento da quantidade de técnicas ou da quantidade de pesquisas em processos administrativos para resolver este problema, este problema está mais atrelado a relação humana do que simplesmente a tecnologia. Como foi dito no capítulo anterior, um dos motivos para a existência da burocracia exagerada, está mais na vaidade do que na necessidade de processos, a vaidade pode ser listada como um dos fatoras para o problema da burocracia exagerada. Mas outro fator semelhante a este será descrito da seguinte forma: Quando uma pessoa faz determinado processo, em sua cabeça, conciente ou subconcientemente, ele sente uma certa importância a fazer aquilo, mesmo que o trabalho seja repetitivo, mas é algo que ele sabe fazer que não é tão comum assim; um gerente faz com que seus subordinados peçam a sua assinatura simplesmente por que ele tem que demonstar aos seus subordinados que ele é necessário, por mais que a assinatura dele não tenha o minimo valor. E é pelo status causado pela burocracia que existe este exagero em processos.

E desta forma, a burocracia dentro de uma empresa se torna tão exagerada, que simplesmente se externa de forma absurda aos clientes. Muitas empresas já têm compreendido que o relacionamento com o cliente é muito importante, já que o cliente é o real dono do mercado, suas necessidades e desejos têm o poder de levantar um negócio, e de derrubar uma organiação. Nos não devemos pensar que o fortalecimento do relacionamento com o cliente é algo novo, ou atual, e sim algo velho. Quem ainda não aprendeu a tratar bem seu cliente simplesmente está no passado, e muito distante, e aprender a excluir os cliente em seus processos burocráticos é o primeiro passo para diminuir esta grande distância.

Por isso, a dica que fica é, “Diminua ao máximo a presença do seu cliente em seus processos burocrático”, “Não externe sua burocracia aos seus clientes”.

Setembro 29, 2009

Falando sobre burocracia part 1. “Desenvolvimento de Sistemas”

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 12:18 am

Se alguem algum dia lhe perguntar, sua empresa é burocrática, o que você irá dizer? Muitas pessoas entendem que burocracia está intimamente relacionado com órgão governamentais, porém hoje em dia a burocracia está presente em muitos ambientes de trabalho e faz parte em muito da vida das pessoas. Pela definição, a burocracia é caracterizado por um sistema hierárquico onde os inivíduos que estão envolvidos respeitam os níveis bem definidos de hierarquia, e cada indivíduo executa uma coleção de regras e padrões. Na minha visão burocracia é tudo aquilo que faz com que um processo que deveria demorar um tempo T, passa a demorar um tempo W sendo que T é menor que W.

Não importa onde a burocracia esteja empregada, ela sempre faz com que o processo natural das coisas seja mais demorado. Mas por que tantas empresa recorrem a este estigma nas suas empresas? A burocracia é um processo natural do ser humano, o primeiro motivo para o surgimento da burocracia é devido a vaidade existente dos homens. É a burocracia que permite a divisão de cargos dentro de uma empresa, é a burocracia que faz com que um indivíduo seja subordinado a outro, e é ela que faz com que uma determinada atividade apenas seja feita por uma pessoa determinada, mesmo que outra pessoa possa fazer.

Existem outros motivos para a adoção da burocracia tais como, segurança, padronização, organização, etc. Porém estes assuntos serão abordados em outras postagens.

Nesta postagem será discutida a burocracia no desenvolvimento de sistemas, um ramo muito importante para o desenvolvimento tecnológico de uma empresa e por que não falar de um pais.

A burocracia é incorporada ao desenvolvimento de sistemas devido a sua complexidade, e a quantidade de pessoas necessárias para gerenciar o seu desenvolvimento.

Gerenciar programadores, engenheiros de testes, engenheiros de softwares, designers, pessoal de marketing, publicidade, psicologos, gerentes é uma tarefa muito complicada, existindo a necessidade de uma vasta coleção de processos e uma longa documentação. Para se ter idéia, em alguns casos gasta-se mais de 6 meses apenas para desenvolver a documentação necessária para o desenvolvimento de um sistema, este processo é tão demorado que muitas vezes quando a documentação está pronta, as necessidade ou requisitos do sistema já estão completamente mudados, e quase todo o trabalho e perdido.

A pesada burocracia no desenvolvimento de sistemas é um dos problemas clássicos da chamada engenharia de software, o uso de tantos processos e tantos padrões levam a uma exaustiva caminhada para a produção de produtos que na maioria das vezes não são exatamente o que deveriam ser e nunca são entregues dentro do prazo.

Alguns estudiosos perceberam que o uso de tanta burocracia não era necessário para o desenvolvimento de sistemas de pequeno porte e criaram as metodologias de desenvolvimento ágeis, onde a quantidade de documentos necessários é bem menor e o desenvolvimento é feito de tal forma que seja sensivel as mudanças nos requisitos.

Porém com o tempo estas metodologias também começaram a se tornar extremanente burocráticas, devido as novas exigências dos sistemas e a natureza humana vaidosa.

Diante de um cenário como esse é possível se fazer a seguinte pergunta, será que tanta burocracia é ncessária no desenvolvimento de sistemas? ou qual é um nível aceitável de burocracia em determinado projeto?
Infelizmente a burocracia realmente é necessária no desenvolvimento de sistemas, também como em várias outras áreas profissionais. É a burocracia que permite a organização dos projetos bem como o controle, porém ela deve ser usada com bastante inteligência. Um dos principais problemas em projetos de desenvolvimento, é a vaidade humana que leva a fazer com que um indivíduo se ache melhor que os outros e assim criem ambientes de trabalho salubres.

Este post teve o intuito de mostrar que a burocracia é um instrumento utilizado nas mais variadas formas de atividade existente, e que como todas existem uma grande quantidade de problemas geradas por elas, mas com inteligência a burocracia pode ser uma aliada nos processos organizacionais de uma empresa.

Nas próximas postagens tentarei abordar mais casos sobre burocracia.

Maio 10, 2009

O que realmente significa a palavra “inovação”?

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 4:17 am

Muitas pessoas acreditam fielmente que a palavra inovação significa fazer alguma novidade, é comum hoje em dia ver empresas e suas propagandas com a palavra inovação, e muitas delas ainda se dizem sinônimo de inovação. De uma forma ou de outra, esta palavra esta de certa forma banalizada, é muito fácil se dizer inovador, o dificil é realmente ser inovador.

Mas o que significa inovação então? De uma forma simples, inovação é a capacidade de mudar um cenário, de revolucionar, por mais simples que seja a idéia inovadora, se ela for capaz de revolucionar trará um ganho imenso para aquele que executou a inovação, e permitirá a este ter uma melhor posição no espaço em que ele convive. Não necessariamente a inovação é feita pelos grande, mas é comum se ver empresas pequenas sendo muito eficázes em suas inovações. Não necessariamente a inovação é algo novo, pode ser algo adapatado a outro contexto, ou algo que ja exista mas que pode ser aplicado ao seu universo.

Mas inovar não é uma tarefa tão facil assim, embora possa ser aplicada com coisas simples, geralmente é necessário uma quantidade de pesquisas e conhecimentos para a sua realização. sem conhecimento não é possível inovar, pois para que esta atitude revolucione um cenário, é necessário que este cenário seja bem conhecido.

Para ilustrar bem o sentido da palavra inovação, é possível exemplificar com uma prática real da tentativa de alguns micro-empresários. O ramo de padarias é um dos ramos mais antigos e conceituados no mundo dos negócios, e também é um dos ramos mais estáticos existentes, muito dificilmente se vê donos de padarias fazendo inovações. Isso não acontece devido a tradição envolvida neste ramo, mas sim devido a forma de gerenciamento de alguns dos gestores.

Pois bem, uma vez fui a uma padaria nova que havia aberto perto de minha casa a algumas semanas, e vi lá uma novidade que me chamou atenção, eles estavam vendendo um pão doce com formato de jacaré. Achei intrigante, porém com o passar do tempo, via os mesmos jacarés expostos para vender (não que fossem os mesmos, pois os de antes ja haviam sido vendidos), e a clientela da padaria continuava a ser a mesma. Em outra situação estava conversando com um amigo que havia aberto uma padaria a pouco tempo, e que mesmo com pouco tempo de funcionamento (cerca de alguns meses), ja havia fechado alguns de seus concorrentes. Perguntei para ele o que havia feito para conseguir tanto sucesso, ele me falou que antes de abrir a sua padaria ele procurou estudar a região e buscar o máximo de informação possível para poder bater de frente com os concorrentes. Como sabemos, o ramo de padarias pode ser um ramo difícil, pois, existe padaria em quase tudo que é lugar, porém com as informações que este amigo havia colhido, ele conseguiu traçar um plano bem definido, para entrar de frente com a concorrência.

Mas quais informações ele conseguiu? Primeiramente ele foi atrás da melhor fonte de informações, os clientes. Ele descobriu dos cliente que os pães que as padarias vendiam eram de péssima qualidade, pequenos e com gosto ruim. Ele descobriu também que o atendimento destas padarias era horrível, e os cliente saim muito ofendidos após comprarem pão. Com apenas estas duas informações um bom homem ou mulher de nogócios saberia exatamente o que fazer, porém, meu amigo foi mais longe. Ele procurou logo levantar custos de produção, procurou as melhores formas comprar a matéria prima, contratou bons funcionários e abriu o seu negócio. O resultado de todo este esforço foi o sucesso, em pouco tempo ja estava distribuindo pães, o engraçado é que seu pão era mais caro que o dos concorrentes, mas rapidamente consquistou quase toda a clientela daquele lugar, enquanto os outros vendiam 10 pães por 1R$, ele vendia 7.

Mesmo com uma boa quantidade de cliente e mesmo ele vendendo pães para outros estabelecimentos, ele ainda não parou de criar coisas novas. Um dia ele havia notado que perdia muito dinheiro com sacolas, a cada vez que alguém comprava pão, a padaria dava a sacola. Fazendo as contas, ele percebeu que cada sacola custava o mesmo que um pão, a idéia que vem logo a cabeça é única, “traga a sacola e ganhe um pão”.  o sucesso desta novidade foi o golpe final em alguns de seus concorrentes.

Muitos podem falar que não houve nenhuma inovação nesta história, e que é perda de tempo ler este conteúdo, e que meu amigo é apenas um sortudo. Pois eu digo, que esta história é repleta de grandes inovações e que apartir desta história eu aprendi muita coisa. Analizando a hitória, podemos ver que o conhecimento é a base para qualquer inovação, meu amigo nem fazia idéia de que havia feito grandes inovações, histórias como esta se repetem aos montes pelo Brasil, pois nosso povo é sim sinônimo de inovação. A primeira grande inovação que meu amigo fez foi levar às pessoas extamente o que elas queriam, respeito.

Ele vendia exatamente a mesma coisa que seus concorrentes, mas a forma que ele vendia é que era diferente, ele pedia que seus funcionários trabalhassem sempre com um sorriso, e sempre falava com seus funcionário com um soriso, e principalemte sempre tratava seus clientes com respeito. Seu produto era mais caro que o dos outros porém ele vendia mais, isso por que seu produto era bom, os outros economizavam no processo de fabricação do pão, ele porém gastava mais para produzir um pão de melhor qualidade. Se o produto for bom ele pagarão mais, disso não tenha dúvida, afinal, o Cirque du Soleil não é barato. Eu aprendi com isso que você nunca deve economizar para piorar a qualidade do seu produto ou atendimento, ao contrário, você deve gastar mais, se for economizar, economize em algo pra melhorar seu produto ou seu atendimento, o cliente está sempre em primeiro lugar.

Somente estas medidas forma suficientes para caracterizar uma grande inovação, lembre-se do que falei no início deste post, inovar é revolucionar um cenário, é trazer uma nova forma de encarar as coisas, ele tinha um cenário, um lugar, ele fez o que muitos outros já haviam feito, porém ninguem naquela região havia. Os micro-empresários seguiam uns aos outros num combate por melhores preços, porém ninguem sequer quiz olhar em outra direção, e ai vai mais mais uma dica, se quer ser inovador, olhe para outra direção. Se todos seguem pelo mesmo caminho, incline seu corpo 15, ou 20, ou 37, ou qualquer outro grau, e siga. Você pode quebrar a cara, mas se você simplesmente seguir os outros, você partilhará a mesma recompensa que eles, e esta pode ser boa ou ruim.

Mesmo meu amigo tendo ganhado quase toda a clientela de sua região, e de ter adquirido clientes de fora, ele mostrou que nunca é tarde para se pensar em algo novo, e que sempre é possível inovar, mesmo ele estando em posição confortável. A sua segunda atitude foi formidável, ele não só diminuiu a quantidade de sacolas que ele comprava, como também almentou a satisfação de seus clientes com apenas uma medida, assim ele conseguiu atrair alguns clientes que antes não compravam em sua padaria por que achavam o pão caro demais. Sem perceber ele havia aumentado o valor agregado de seu produto com uma novidade, que não é nem nova, lembro me que quando era criança levava a sacola para comprar pão, pois assim eu ganhava um pão gratis. Ele simplesmente readaptou uma solução antiga ao seu novo cenário, e obteve êxito.

Mas e os concorrentes não o copiaram? sim, porém, temos que entender que inovação não é apenas um processo único, e sim um conjunto de processos, é uma cadeia de valor, memso que eles aumentassem um pão se o cliente levasse a sacola, ainda continuavam tratando os clientes mal, e o pão continuava com o mesmo gosto ruim. Um inovação é diferente de uma novidade, ela tem um grande valor por trás dela, novidades são coisas únicas e são difíceis de serem compreendidas pelos concorrentes, que só vêem o produto em si, e não o valor por trás dele, imagine meu amigo abrindo sua padaria com uma inovação apenas, um pão jacaré.

Embora a padaria do pão jacaré também tenha tido sucesso em sua implantação, não foi o pão réptil que os fez está em melhor posição perante a concorrência, os donos tratavam os clientes com carinho, o pão era mais gostoso, e o atendimento era rápido, as outras padarias vendiam uma grande variedade de bolachas, pão com cobertura de chocolate, vários produtos, mas o que eu e a maioria das pessoas queriam erapão francês, e ser bem atendido. Embora a padaria do pão jacaré tivesse tido êxito em seu empreendimento, se tivesse feito um plano, buscado informações sobre o local e tivesse feito alguma inovação, certamente ela estaria em posição melhor do que está hoje.

Com isso podemos vez que a inovação não necessáriamente precisa ser algo extremamente gigantesca, ou que deva ser vista por metade do mundo, eu poderia aqui repetir histórias sobre google, Ipod, mas preferi falar de forma simples o poder gradioso da inovação em um escopo tão reduzido. Por isso, se você quer inovar, procure informações, as vezes a inovação está tão na cara que nem você vai acreditar; tente revolucionar, só assim você se colocará numa posição melhor que os outros; esteja sempre inovando, buscando informações importantes, da mesma forma que você inova, seus concorrentes também podem inovar, e te pegar de supresa. Tente inovar, e não simplesmente fazer novidades, novidades quase sempre não possuem valor, e são facilmente copiadas.

Uma coisa que meu amigo me falou também e que me mostou muita coisa foi que, sempre que alguém chegava em sua padaria pedindo pão, ele dava, sempre parte da produção é jogada fora, e é melhor dar do que ver seu trabalho indo para o lixo. E ai vai outra dica… doe. Uma coisa que eu aprendi, não apenas com o que meu amigo falou foi que  você sempre será recompensado, mesmo que você não seja religioso, ou que não acredite em nada místico, aconcelho a sempre doar, doar sem esperar nada em troca, sem fazer propaganda. Existem mil motivos que poderia dar aqui para esta dica, mas não vou dar nenhuma, prefiro assim pois parece enrriquecer mais o conhecimento, fica a seu critério escolher um motivo, mas lembre-se, sempre doe.

Quanto ao meu amigo, não vi mais, certamente esta tomando conta de suas filiais. Assim também espero que você com o pouco de conhecimento descrito aqui, consiga o seu sucesso.

Abril 7, 2008

A forma errada de se pensar em tecnologia

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 12:18 pm

Desde meados do século passado que as organizações vêm percebendo que a informação é de vital importância para a sobrevivência de qualquer um no mundo dos negócios, foi a parti desta necessidade que as empresas passaram a ver que para gerir de forma correta o grande volume de informações, era necessário algo que fosse extremamente automatizado e que seguisse a determinados padrões, os computadores então surgiram como um milagre a essas necessidades permitindo não só um grande acumulo de dados, mas também uma grande capacidade de processamento destes dados e a obtenção da tão valiosa informação.

Porém em vários lugares, parece que as empresas ainda nos tempos de hoje, não tem aprendido o real valor de se ter uma boa gestão da informação, parece que para algumas empresas o termo tecnologia é somente uma forma de marketing, onde o cliente entra na empresa, vê um computador, e se admira por achar que a empresa é informatizada. Isso pode parecer alguma espécie de piada, mas esta infelizmente é a realidade em varias cidades do interior do Brasil, isso não acontece tão somente pelo fato de algumas cidades estarem distantes dos grandes centros, mas sim por uma questão de processos administrativos tradicionais. O que fatalmente pode acarretar em uma “epidemia de empresas falidas” no interior do pais.

Para melhor explicar o que acontece hoje com estas empresas, podem-se citar alguns casos que qualquer um pode reconhecer semelhanças, por exemplo, uma empresa que atua durante anos em determinado segmento dentro de uma cidade , ganha o prestigio de seus moradores e se torna um ponto de referência em negócios. Com o passar dos anos esta empresa passa a conhecer um termo bastante comum no mundo dos negócios que se chama tecnologia, a empresa então decide informatizar o negócio para mostrar aos cidadãos da cidade que ela é uma empresa moderna. Então os administradores decidem comprar uma grande quantidade de computadores e espalharem estes computadores por todos os setores da empresa, ai vem à dúvida, o que nos vamos fazer com estes computadores? Algum dos administradores ouviu falar que tem um programador muito bom que tem uns “sisteminhas” bons que podem ser usados na empresa.

O tempo passa e o que antes era moda agora passa a ser necessidade, pois para se fazer negócios em tempos de turbulência é necessário que se haja uma alta taxa de obtenção de dados, porém, devido ao alto acumulo de dados, os setores da empresa vão percebendo que o “sisteminha” contém uma grande variedade de erros. Nestes novos tempos um nova palavra se torna essencial no mundo dos negócios, economizar, é esta palavra que permite que os administradores tomem atitudes extremamente reprováveis como a de contratar programadores para consertar os erros nos sistema que esta sendo utilizado a bastante tempo, os empresários tomados com a idéia que economizar é essencial contratam programadores amadores, que leram alguma coisa de programação e já se dizem desenvolvedores. O tempo passa e os administradores começam a perceberem que a tentativa de corrigir os erros do sistema antigo é um erro, pois o sistema é de uma arquitetura antiga e não condizente com a realidade atual, então em uma nova decisão erradamente tomada, os administradores demitem alguns de seus programadores, e contratam outros programadores amadores com o intuito de “migrar pra outra plataforma”.

Hoje em dia o que acontece é que muitas destas empresas ainda não perceberam o grande erro que vem cometendo durante anos, que o fato de fulano ou cicrano serem conhecidos na comunidade não implica que eles sejam bons profissionais, muitos destes ditos desenvolvedores, não conhecem sequer o paradigma que usam, fazem os programas da forma que bem entendem e conseguem fazer, embora estas empresas ainda hoje sobrevivam fortemente em seus locais de origem, brevemente elas serão engolidas por empresas de maior porte e que tem processos bem definidos de negócios, que são realmente as detentoras de informação, e tudo isso devido ao processo cada vez mais crescente da interiorização.

Desta forma nos podemos ver que algumas formas de economia são realmente prejudiciais a saúde de uma empresa, que alguns gastos excessivos são necessários para se tomar uma boa posição quanto a obtenção de informações, e que enquanto as empresas das cidades do interior economizavam, outras empresas investiam pesado em tecnologia, e que devido a este processo de interiorização, estas empresas estarão vivendo em um mesmo espaço.

Mas o tempo ainda não esta perdido, é necessário que estas empresas entrem num processo acelerado de amadurecimento, contratando consultorias de profissionais na área de TI e que estejam realmente dispostos a não mais economizar no lugar errado.

Março 16, 2008

As pequenas empresas e a busca pelo conhecimento

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 4:36 am

                Lendo alguns artigos e vendo algumas notícias sobre pequenas empresas, pude verificar que as pequenas empresas são hoje algo em volta dos 99% dos estabelecimentos empresariais no Brasil, e que a grande expansão desta economia é fortemente influenciada por essas micro e pequenas empresas que chegam a empregar mais de 14 milhões de trabalhadores sem contar aqueles ditos informais.

                Bem, olhando para esse cenário poderíamos nos perguntar “e se de uma hora pra outra, muitas destas empresas simplesmente deixassem de existir?”, isso poderia parecer uma preocupação muito ilusória no pensamento de muitas pessoas. Porém se nos formos analisar o mundo globalizado em que vivemos, vemos que esse pensamento não é tão absurdo assim. Em um mundo em que se fala tanto de processos, gestão da informação, ERP, CRM, e tantas outras tecnologias existentes, será que pode existir um lugar para os pequenos no mundo de amanhã?.

                Olhando para o mundo das pequenas empresas em contraste com as grandes, vemos que existe um imenso “abismo de conhecimento” entre estas. Mas o que mais preocupa não é o fato de existir um abismo que cada vez mais tem crescido devido a uma “erosão de não inclusão digital”, mais sim o fato de que o governo não está nem ai para o que estar acontecendo, ou seja, o governo pouco a pouco vai ver a sua força motriz se exaurindo de forma irresponsável, tudo por que está preocupado demais com suas “picuinhas” internas.

                Por tanto, é necessário que haja uma mobilização para disseminar o conhecimento para todas as classes, permitindo que tanto os grandes quanto os pequenos possam basear suas estratégias de negócio em uma ampla gama de informações, já que vivemos numa era em que a informação é o tesouro mais valioso, e somente aquele que possuem tal “jóia” podem alcançar a tão sonhada gloria.

Dezembro 17, 2007

Olá mundo!

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 9:21 pm

Olá… este blog foi criado com o intuito de discutir e apresentar alguns temas de futuras pesquisas feitas por mim… entres tais pesquisas estaram em palta principal tecnologia como desenvolvedora de uma nova era, pequenas empresas e as principais preocupações existentos no futuro deste mundo.

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