Eduardovasconcelos’s Weblog

Maio 10, 2009

O que realmente significa a palavra “inovação”?

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 4:17 am

Muitas pessoas acreditam fielmente que a palavra inovação significa fazer alguma novidade, é comum hoje em dia ver empresas e suas propagandas com a palavra inovação, e muitas delas ainda se dizem sinônimo de inovação. De uma forma ou de outra, esta palavra esta de certa forma banalizada, é muito fácil se dizer inovador, o dificil é realmente ser inovador.

Mas o que significa inovação então? De uma forma simples, inovação é a capacidade de mudar um cenário, de revolucionar, por mais simples que seja a idéia inovadora, se ela for capaz de revolucionar trará um ganho imenso para aquele que executou a inovação, e permitirá a este ter uma melhor posição no espaço em que ele convive. Não necessariamente a inovação é feita pelos grande, mas é comum se ver empresas pequenas sendo muito eficázes em suas inovações. Não necessariamente a inovação é algo novo, pode ser algo adapatado a outro contexto, ou algo que ja exista mas que pode ser aplicado ao seu universo.

Mas inovar não é uma tarefa tão facil assim, embora possa ser aplicada com coisas simples, geralmente é necessário uma quantidade de pesquisas e conhecimentos para a sua realização. sem conhecimento não é possível inovar, pois para que esta atitude revolucione um cenário, é necessário que este cenário seja bem conhecido.

Para ilustrar bem o sentido da palavra inovação, é possível exemplificar com uma prática real da tentativa de alguns micro-empresários. O ramo de padarias é um dos ramos mais antigos e conceituados no mundo dos negócios, e também é um dos ramos mais estáticos existentes, muito dificilmente se vê donos de padarias fazendo inovações. Isso não acontece devido a tradição envolvida neste ramo, mas sim devido a forma de gerenciamento de alguns dos gestores.

Pois bem, uma vez fui a uma padaria nova que havia aberto perto de minha casa a algumas semanas, e vi lá uma novidade que me chamou atenção, eles estavam vendendo um pão doce com formato de jacaré. Achei intrigante, porém com o passar do tempo, via os mesmos jacarés expostos para vender (não que fossem os mesmos, pois os de antes ja haviam sido vendidos), e a clientela da padaria continuava a ser a mesma. Em outra situação estava conversando com um amigo que havia aberto uma padaria a pouco tempo, e que mesmo com pouco tempo de funcionamento (cerca de alguns meses), ja havia fechado alguns de seus concorrentes. Perguntei para ele o que havia feito para conseguir tanto sucesso, ele me falou que antes de abrir a sua padaria ele procurou estudar a região e buscar o máximo de informação possível para poder bater de frente com os concorrentes. Como sabemos, o ramo de padarias pode ser um ramo difícil, pois, existe padaria em quase tudo que é lugar, porém com as informações que este amigo havia colhido, ele conseguiu traçar um plano bem definido, para entrar de frente com a concorrência.

Mas quais informações ele conseguiu? Primeiramente ele foi atrás da melhor fonte de informações, os clientes. Ele descobriu dos cliente que os pães que as padarias vendiam eram de péssima qualidade, pequenos e com gosto ruim. Ele descobriu também que o atendimento destas padarias era horrível, e os cliente saim muito ofendidos após comprarem pão. Com apenas estas duas informações um bom homem ou mulher de nogócios saberia exatamente o que fazer, porém, meu amigo foi mais longe. Ele procurou logo levantar custos de produção, procurou as melhores formas comprar a matéria prima, contratou bons funcionários e abriu o seu negócio. O resultado de todo este esforço foi o sucesso, em pouco tempo ja estava distribuindo pães, o engraçado é que seu pão era mais caro que o dos concorrentes, mas rapidamente consquistou quase toda a clientela daquele lugar, enquanto os outros vendiam 10 pães por 1R$, ele vendia 7.

Mesmo com uma boa quantidade de cliente e mesmo ele vendendo pães para outros estabelecimentos, ele ainda não parou de criar coisas novas. Um dia ele havia notado que perdia muito dinheiro com sacolas, a cada vez que alguém comprava pão, a padaria dava a sacola. Fazendo as contas, ele percebeu que cada sacola custava o mesmo que um pão, a idéia que vem logo a cabeça é única, “traga a sacola e ganhe um pão”.  o sucesso desta novidade foi o golpe final em alguns de seus concorrentes.

Muitos podem falar que não houve nenhuma inovação nesta história, e que é perda de tempo ler este conteúdo, e que meu amigo é apenas um sortudo. Pois eu digo, que esta história é repleta de grandes inovações e que apartir desta história eu aprendi muita coisa. Analizando a hitória, podemos ver que o conhecimento é a base para qualquer inovação, meu amigo nem fazia idéia de que havia feito grandes inovações, histórias como esta se repetem aos montes pelo Brasil, pois nosso povo é sim sinônimo de inovação. A primeira grande inovação que meu amigo fez foi levar às pessoas extamente o que elas queriam, respeito.

Ele vendia exatamente a mesma coisa que seus concorrentes, mas a forma que ele vendia é que era diferente, ele pedia que seus funcionários trabalhassem sempre com um sorriso, e sempre falava com seus funcionário com um soriso, e principalemte sempre tratava seus clientes com respeito. Seu produto era mais caro que o dos outros porém ele vendia mais, isso por que seu produto era bom, os outros economizavam no processo de fabricação do pão, ele porém gastava mais para produzir um pão de melhor qualidade. Se o produto for bom ele pagarão mais, disso não tenha dúvida, afinal, o Cirque du Soleil não é barato. Eu aprendi com isso que você nunca deve economizar para piorar a qualidade do seu produto ou atendimento, ao contrário, você deve gastar mais, se for economizar, economize em algo pra melhorar seu produto ou seu atendimento, o cliente está sempre em primeiro lugar.

Somente estas medidas forma suficientes para caracterizar uma grande inovação, lembre-se do que falei no início deste post, inovar é revolucionar um cenário, é trazer uma nova forma de encarar as coisas, ele tinha um cenário, um lugar, ele fez o que muitos outros já haviam feito, porém ninguem naquela região havia. Os micro-empresários seguiam uns aos outros num combate por melhores preços, porém ninguem sequer quiz olhar em outra direção, e ai vai mais mais uma dica, se quer ser inovador, olhe para outra direção. Se todos seguem pelo mesmo caminho, incline seu corpo 15, ou 20, ou 37, ou qualquer outro grau, e siga. Você pode quebrar a cara, mas se você simplesmente seguir os outros, você partilhará a mesma recompensa que eles, e esta pode ser boa ou ruim.

Mesmo meu amigo tendo ganhado quase toda a clientela de sua região, e de ter adquirido clientes de fora, ele mostrou que nunca é tarde para se pensar em algo novo, e que sempre é possível inovar, mesmo ele estando em posição confortável. A sua segunda atitude foi formidável, ele não só diminuiu a quantidade de sacolas que ele comprava, como também almentou a satisfação de seus clientes com apenas uma medida, assim ele conseguiu atrair alguns clientes que antes não compravam em sua padaria por que achavam o pão caro demais. Sem perceber ele havia aumentado o valor agregado de seu produto com uma novidade, que não é nem nova, lembro me que quando era criança levava a sacola para comprar pão, pois assim eu ganhava um pão gratis. Ele simplesmente readaptou uma solução antiga ao seu novo cenário, e obteve êxito.

Mas e os concorrentes não o copiaram? sim, porém, temos que entender que inovação não é apenas um processo único, e sim um conjunto de processos, é uma cadeia de valor, memso que eles aumentassem um pão se o cliente levasse a sacola, ainda continuavam tratando os clientes mal, e o pão continuava com o mesmo gosto ruim. Um inovação é diferente de uma novidade, ela tem um grande valor por trás dela, novidades são coisas únicas e são difíceis de serem compreendidas pelos concorrentes, que só vêem o produto em si, e não o valor por trás dele, imagine meu amigo abrindo sua padaria com uma inovação apenas, um pão jacaré.

Embora a padaria do pão jacaré também tenha tido sucesso em sua implantação, não foi o pão réptil que os fez está em melhor posição perante a concorrência, os donos tratavam os clientes com carinho, o pão era mais gostoso, e o atendimento era rápido, as outras padarias vendiam uma grande variedade de bolachas, pão com cobertura de chocolate, vários produtos, mas o que eu e a maioria das pessoas queriam erapão francês, e ser bem atendido. Embora a padaria do pão jacaré tivesse tido êxito em seu empreendimento, se tivesse feito um plano, buscado informações sobre o local e tivesse feito alguma inovação, certamente ela estaria em posição melhor do que está hoje.

Com isso podemos vez que a inovação não necessáriamente precisa ser algo extremamente gigantesca, ou que deva ser vista por metade do mundo, eu poderia aqui repetir histórias sobre google, Ipod, mas preferi falar de forma simples o poder gradioso da inovação em um escopo tão reduzido. Por isso, se você quer inovar, procure informações, as vezes a inovação está tão na cara que nem você vai acreditar; tente revolucionar, só assim você se colocará numa posição melhor que os outros; esteja sempre inovando, buscando informações importantes, da mesma forma que você inova, seus concorrentes também podem inovar, e te pegar de supresa. Tente inovar, e não simplesmente fazer novidades, novidades quase sempre não possuem valor, e são facilmente copiadas.

Uma coisa que meu amigo me falou também e que me mostou muita coisa foi que, sempre que alguém chegava em sua padaria pedindo pão, ele dava, sempre parte da produção é jogada fora, e é melhor dar do que ver seu trabalho indo para o lixo. E ai vai outra dica… doe. Uma coisa que eu aprendi, não apenas com o que meu amigo falou foi que  você sempre será recompensado, mesmo que você não seja religioso, ou que não acredite em nada místico, aconcelho a sempre doar, doar sem esperar nada em troca, sem fazer propaganda. Existem mil motivos que poderia dar aqui para esta dica, mas não vou dar nenhuma, prefiro assim pois parece enrriquecer mais o conhecimento, fica a seu critério escolher um motivo, mas lembre-se, sempre doe.

Quanto ao meu amigo, não vi mais, certamente esta tomando conta de suas filiais. Assim também espero que você com o pouco de conhecimento descrito aqui, consiga o seu sucesso.

Abril 7, 2008

A forma errada de se pensar em tecnologia

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 12:18 pm

Desde meados do século passado que as organizações vêm percebendo que a informação é de vital importância para a sobrevivência de qualquer um no mundo dos negócios, foi a parti desta necessidade que as empresas passaram a ver que para gerir de forma correta o grande volume de informações, era necessário algo que fosse extremamente automatizado e que seguisse a determinados padrões, os computadores então surgiram como um milagre a essas necessidades permitindo não só um grande acumulo de dados, mas também uma grande capacidade de processamento destes dados e a obtenção da tão valiosa informação.

Porém em vários lugares, parece que as empresas ainda nos tempos de hoje, não tem aprendido o real valor de se ter uma boa gestão da informação, parece que para algumas empresas o termo tecnologia é somente uma forma de marketing, onde o cliente entra na empresa, vê um computador, e se admira por achar que a empresa é informatizada. Isso pode parecer alguma espécie de piada, mas esta infelizmente é a realidade em varias cidades do interior do Brasil, isso não acontece tão somente pelo fato de algumas cidades estarem distantes dos grandes centros, mas sim por uma questão de processos administrativos tradicionais. O que fatalmente pode acarretar em uma “epidemia de empresas falidas” no interior do pais.

Para melhor explicar o que acontece hoje com estas empresas, podem-se citar alguns casos que qualquer um pode reconhecer semelhanças, por exemplo, uma empresa que atua durante anos em determinado segmento dentro de uma cidade , ganha o prestigio de seus moradores e se torna um ponto de referência em negócios. Com o passar dos anos esta empresa passa a conhecer um termo bastante comum no mundo dos negócios que se chama tecnologia, a empresa então decide informatizar o negócio para mostrar aos cidadãos da cidade que ela é uma empresa moderna. Então os administradores decidem comprar uma grande quantidade de computadores e espalharem estes computadores por todos os setores da empresa, ai vem à dúvida, o que nos vamos fazer com estes computadores? Algum dos administradores ouviu falar que tem um programador muito bom que tem uns “sisteminhas” bons que podem ser usados na empresa.

O tempo passa e o que antes era moda agora passa a ser necessidade, pois para se fazer negócios em tempos de turbulência é necessário que se haja uma alta taxa de obtenção de dados, porém, devido ao alto acumulo de dados, os setores da empresa vão percebendo que o “sisteminha” contém uma grande variedade de erros. Nestes novos tempos um nova palavra se torna essencial no mundo dos negócios, economizar, é esta palavra que permite que os administradores tomem atitudes extremamente reprováveis como a de contratar programadores para consertar os erros nos sistema que esta sendo utilizado a bastante tempo, os empresários tomados com a idéia que economizar é essencial contratam programadores amadores, que leram alguma coisa de programação e já se dizem desenvolvedores. O tempo passa e os administradores começam a perceberem que a tentativa de corrigir os erros do sistema antigo é um erro, pois o sistema é de uma arquitetura antiga e não condizente com a realidade atual, então em uma nova decisão erradamente tomada, os administradores demitem alguns de seus programadores, e contratam outros programadores amadores com o intuito de “migrar pra outra plataforma”.

Hoje em dia o que acontece é que muitas destas empresas ainda não perceberam o grande erro que vem cometendo durante anos, que o fato de fulano ou cicrano serem conhecidos na comunidade não implica que eles sejam bons profissionais, muitos destes ditos desenvolvedores, não conhecem sequer o paradigma que usam, fazem os programas da forma que bem entendem e conseguem fazer, embora estas empresas ainda hoje sobrevivam fortemente em seus locais de origem, brevemente elas serão engolidas por empresas de maior porte e que tem processos bem definidos de negócios, que são realmente as detentoras de informação, e tudo isso devido ao processo cada vez mais crescente da interiorização.

Desta forma nos podemos ver que algumas formas de economia são realmente prejudiciais a saúde de uma empresa, que alguns gastos excessivos são necessários para se tomar uma boa posição quanto a obtenção de informações, e que enquanto as empresas das cidades do interior economizavam, outras empresas investiam pesado em tecnologia, e que devido a este processo de interiorização, estas empresas estarão vivendo em um mesmo espaço.

Mas o tempo ainda não esta perdido, é necessário que estas empresas entrem num processo acelerado de amadurecimento, contratando consultorias de profissionais na área de TI e que estejam realmente dispostos a não mais economizar no lugar errado.

Março 16, 2008

As pequenas empresas e a busca pelo conhecimento

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 4:36 am

                Lendo alguns artigos e vendo algumas notícias sobre pequenas empresas, pude verificar que as pequenas empresas são hoje algo em volta dos 99% dos estabelecimentos empresariais no Brasil, e que a grande expansão desta economia é fortemente influenciada por essas micro e pequenas empresas que chegam a empregar mais de 14 milhões de trabalhadores sem contar aqueles ditos informais.

                Bem, olhando para esse cenário poderíamos nos perguntar “e se de uma hora pra outra, muitas destas empresas simplesmente deixassem de existir?”, isso poderia parecer uma preocupação muito ilusória no pensamento de muitas pessoas. Porém se nos formos analisar o mundo globalizado em que vivemos, vemos que esse pensamento não é tão absurdo assim. Em um mundo em que se fala tanto de processos, gestão da informação, ERP, CRM, e tantas outras tecnologias existentes, será que pode existir um lugar para os pequenos no mundo de amanhã?.

                Olhando para o mundo das pequenas empresas em contraste com as grandes, vemos que existe um imenso “abismo de conhecimento” entre estas. Mas o que mais preocupa não é o fato de existir um abismo que cada vez mais tem crescido devido a uma “erosão de não inclusão digital”, mais sim o fato de que o governo não está nem ai para o que estar acontecendo, ou seja, o governo pouco a pouco vai ver a sua força motriz se exaurindo de forma irresponsável, tudo por que está preocupado demais com suas “picuinhas” internas.

                Por tanto, é necessário que haja uma mobilização para disseminar o conhecimento para todas as classes, permitindo que tanto os grandes quanto os pequenos possam basear suas estratégias de negócio em uma ampla gama de informações, já que vivemos numa era em que a informação é o tesouro mais valioso, e somente aquele que possuem tal “jóia” podem alcançar a tão sonhada gloria.

Dezembro 17, 2007

Olá mundo!

Arquivado em: Sem-categoria — eduardovasconcelos @ 9:21 pm

Olá… este blog foi criado com o intuito de discutir e apresentar alguns temas de futuras pesquisas feitas por mim… entres tais pesquisas estaram em palta principal tecnologia como desenvolvedora de uma nova era, pequenas empresas e as principais preocupações existentos no futuro deste mundo.

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